SAÚDE MENTAL e POLÍTICAS PÚBLICAS

SAÚDE MENTAL


Nosso Departamento nasceu com as marcas da inclusão, do diverso e do inovador; e, logo, se lançou em atividades que requeriam pensar a psicanálise de modo a incluir a instituição e o instituído. Assim, fomos pioneiros em 1984, quando estabelecemos um convênio com a Coordenadoria de Saúde Mental do Estado de São Paulo,  e  desenvolvemos trabalhos de transmissão e formação com os trabalhadores da rede pública inseridos em diferentes equipamentos de saúde.

 

Produzimos experiências que nos enriqueceram como Departamento e, seguramente, enriqueceram aqueles que participaram deste projeto. Fomos a campo conhecer, transmitir, criar, fazer redes com os trabalhadores e equipamentos de saúde mental de então: ambulatórios, centros de saúde, hospitais psiquiátricos. Atravessados por nossa prática psicanalítica desenvolvemos  um trabalho comprometido com nossas realidades sociais, afinados com algumas das políticas públicas para a área  da saúde mental - aquelas que permitiram que esse trabalho pudesse acontecer, mas questionadores de outras tantas que corriam paralelamente e buscavam a manutenção do instituído arcaico. Vivemos diversos embates em torno da medicalização,  das internações e da prevalência da  cultura dos diagnósticos no modelo médico,  das práticas burocráticas e burocratizantes, da  pouca atenção  à  formação continuada dos trabalhadores desta área.

 

Em 1984 a criação, em nosso Departamento, do setor Saúde Mental e Instituições respondia a demandas,  propunha inovações: colocamos a psicanálise para trabalhar fora dos consultórios,  buscamos mudar os  focos na atenção aos usuários da rede pública de atendimentos à  saúde mental,  pensamos  a formação dos trabalhadores, nos comprometemos política e eticamente com aqueles que se propunham trabalhar nesta área.

 

Desde então muitas e boas mudanças ocorreram, mas, também, muitos retrocessos. Ainda nos vemos às voltas com as questões da medicalizacao, da burocratização dos atendimentos, de políticas públicas que favorecem práticas normativas, da atenção que não privilegia os processos de subjetivação em suas vertentes de singularidade e particularidade.

 

Queremos  retomar o Setor Saúde Mental e Instituições, dar continuidade à participação histórica de nosso Departamento  no campo institucional, acrescentar reflexões que nossos dias atuais  pedem.

 

Neste momento de retomada propomos a formação de um grupo de trabalho e pesquisa: Grupo de Saúde Mental, suas instituições e interfaces.

 

Com este grupo queremos conhecer os movimentos atuais do campo da Saúde Mental, fazer interlocução, processar demandas, fazer proposições. Vamos privilegiar as iniciativas do Instituto Sedes, a experiência acumulada do/no Departamento, as participações de nossos colegas  inseridos em diferentes instituições.

 

Agora, e ainda de modo mais ampliado, queremos também fazer interface, em nossas ações, com o campo dos Direitos Humanos.



 


 

   
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