31 de agosto e 1 de setembro de 2012
sedes
Trabalhos

Um paciente que são dois: clínica extensa no consultório

Fernanda Sofio
Doutoranda em Psicologia Social pela USP, pesquisadora FAPESP, mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, membro do grupo de pesquisa do Centro de Estudos da Teoria dos Campos da Universidade Federal de Uberlândia e autora de diversos artigos, entre eles Literacura? Psicanálise como forma literária. (2010)

Resumo

O analisando é uma dupla de irmãos, um paciente que são dois. Assim aconteceu, pois o prosseguimento da análise de Tiago, de seis anos, exigiu a presença de seu irmão caçula, transformando-se em análise da dupla, o que deveu-se a sua relação de dependência. Caracterizou a solução encontrada, em caráter emergencial, que exigiu flexibilização da moldura padrão, trazendo como resultado alterações técnicas. A partir da experiência com Tiago e Marco, pode-se observar que a moldura analítica é uma extensão técnica da clínica – não é fixa ou inalterável, nem é necessário que o analista se sujeite uma ideia clássica de moldura ou enquadre. Isto sim, deve a moldura estar a favor do trabalho com o paciente, exigindo-se repensá-la, modificá-la ou transformá-la conforme a situação analítica o exigir.


Palavras-chave: função terapêutica, clínica extensa, clínica psicanalítica, Teoria dos Campos.