O corpo é palco —
não de espetáculo,
mas de retorno,
onde o que não se inscreve se instala.
Na carne, escreve
o que a palavra não alcança.
Dança.
Discurso condensado
entre o que não pôde ser pensado
e o que insiste em existir.
Corpo falante.
Na ausência da metáfora, lugar de marca.
Afeto deslocado — ou descolado?
Do indizível
soma que se faz sujeito.
Silêncio encarnado
denuncia uma ruptura:
entre o vivido e o calado,
sentido, não apenas observado,
impresso entre o dentro e o fora.
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ano - Nº 7 - 2025publicação: 10-12-2025 |